quarta-feira, 29 de agosto de 2007
De janela aberta
Do 3º andar
no prédio que morava
no quarto que dormia
de janela aberta
pela janela eu sonhava.
Acordado ainda
eu via a luz da lua
e quando não tinha
eu então contava mundos
chamando o sono que fugia.
E tomava um susto
quando um morcego, uma coruja,
desembestada a bater no vidro.
No dia de noite cinza
relâmpagos ao fundo
clareava tudo.
Trovão! Tremia o vidro,
e começava a chuva sonífera.
De repente me pegava
sonhando acordado.
A janela dos olhos ainda pesados
fui molhar a cara na chuva.
Já tinha futuro,
a chuva,
já tinha passado.
(Cássio Almeida)
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